A Cativa entra como parceira na construção da Cuboteca, a biblioteca do Espaço Cubo. Estão sendo dados os primeiros passos para a construção do primeiro ponto de leitura do circuito fora do eixo. Confira abaixo a nota divulgada no Espaço Cubo Blogger.
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estrutura
Estantes da Cuboteca já foram instaladas
Alfa Canhetti | da Cubo Comunicação
A cuboteca é uma ação idealizada pela Cubo discos e vem na perspectiva de estimular a leitura, as pesquisas culturais e para administrar essa produção e atendimento ao público. A Imprensa de Zine e a Editora Cativa são idealizadoras do projeto e o Panamby e o Calango os parceiros.
Dentro da política de uso e consumo, alguns livros estarão reservados exclusivamente para a comercialização em Cubo card, o restante será para a leitura aqui mesmo dentro do espaço. “a gente vai ter uma mesa pra estudo e puffs almofadas para ser mais confortável a leitura”, conta Lenissa Lenza, coordenadora do sistema de crédito Cubo card. Num primeiro momento, será assim até ser colocado o aluguel de livros também como moeda de troca da discos dentro do Cubo card. O Calango é o maior filtro da Cuboteca, é ele quem abastece ela todo ano. “Temos cerca de 6.000 exemplares, isso sem contar as doações que já foram feitas para prefeitura, casa brasil e etc. Agora estamos em fase de organização do espaço para o lançamento (que será em breve) e o tombamento dos livros, ou seja, marcar autor, editora, ano e etc dos livros, todas as informações. É o mapeamento mesmo de todas as infos”, cocluiu Lenissa.
Uma das ações de público que serão potencializadas são alunos secundaristas e crianças de escolas públicas, uma vez que o trabalho da Imprensa de Zine é atingir o universo estudantil com a cultura independente. A cuboteca é mais um projeto que vem pra fomento da cena cultural independente e vai ser suporte de qualquer área cultural. Essencialmente é mais um projeto que busca no card a sua auto-gestão e potencialidade.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Estantes da Cuboteca já foram instaladas
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Revirada Cuiabana: convergência da diversidade
Essa é a melhor definição sobre a movimentação no Espaço Dickie duarante a Revirada Cuiabana em comemoração aos 289 anos de Cuiabá.
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por Pricyla Koehler
Literatura e artes plásticas foram concentrados em único lugar, nos espaços Dickie e Aline Figueiredo, respectivamente. Apesar das mais de 15 mil pessoas que passaram pela Acrimat durante as 24 horas de cultura da Revirada Cuiabana, o público que visitou nosso espaço foi tímido, porém curioso e cativante.
Mesmo não estando muito bem localizados, a nossa participação num evento como esse, que trabalha essencialmente com a integração das artes, foi muito importante. A convergência da diversidade cultural num mesmo espaço mostrou-se uma experiência inovadora e riquíssima. Foi uma prova de respeito à multiplicidade e interação entre os mais diversos estilos de manifestação cultural.
E aproveitando a oportunidade de grande circulação e divulgação da produção cultural cuiabana, o lançamento do livro “O Teatro Pagão”, de Gerson Tasca, não poderia ter tido público mais heterogênio. Isso foi ótimo! É incomensurável o alcance da exposição de um trabalho disponibilizado a públicos tão diversos e que, apesar de tímido, certamente serão multiplicadores da cultura que absorveram no Espaço Dickie, e em todos os outros espaços.
O saldo da Revirada Cuiabana foi mais que positivo. O desafio de realizar um trabalho em conjunto, mobilizando todos os segmentos atuantes na cena cultural cuiabana como Literatura, Artes Plásticas, Teatro, Música e Áudio-visual com apoio da iniciativa privada, da sociedade civil organizada e do poder público mostrou mais uma vez a capacidade e atitude de todos os envolvidos no projeto.
Parabéns! Cuiabá agradece.
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“O lado bonito de se ver”
E do outro lado da festa, também tinha mais literatura. O Movimento de Inteligência Negra (MIN) expôs em sua tenda diversas obras produzidas por negros e/ou relacionadas à cultura afro.
“Estamos aqui para instigar a curiosidade das pessoas e mostrar o lado bonito de se ver do negro”, disse um dos coordenadores do MIN, Cristóvão Luiz. O movimento desenvolve pesquisas sobre a cultura afro, organiza oficinas de dança africana, samba de raiz, capoeira, entre outras atividades, para através dessas ações trabalhar a conscientização sobre a cultura negra e sua valorização junto à sociedade.
O MIN tem uma "biblioteca itinerante" com temática voltada mais para a cultura negra e/ou autores essencialmente negros, montada em eventos e esporadicamente disponibilizada no Espaço Cultural Silva Freire, no Coxipó. Cristóvão ressalta a importância de sistematizar o conhecimento através da escrita, para então ganhar espaço na sociedade e conseguir modificá-la. “Através disso [dos livros], pode-se sonhar.”
Então, está dado o recado!
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Aniversário de Cuiabá cativa lançamento especial: “O Teatro Pagão”
Unir a diversidade cultural mato-grossense. Esse é a essência da Revirada Cuiabana, um múltiplo evento que envolve as mais diversas expressões culturais em comemoração aos 289 anos de Cuiabá.
por Pricyla Koehler
E é claro que não podíamos ficar fora dessa festa! E para marcar nossa presença, vamos lançar uma edição especial do livro “O Teatro Pagão”, de Gerson Tasca.
Confeccionados especialmente para a primeira edição da Revirada Cuiabana, a segunda edição do livro será com exemplares limitados. O lançamento pela Editora Cativa, marca uma das ações do “Espaço Dicke”, nome do espaço literário da Revirada Cultural – fazendo alusão ao escritor mato-grossense Ricardo Guilherme Dicke.
A obra de Tasca é poesia cotidiana mesclada a uma pesquisa que aborda sucintamente Física Quântica, Biodiversidade e Água.
O livro reúne citações poéticas de grandes nomes da literatura mundial e pensadores renomados e poemas do prórpio Tasca. “Um livro não precisa ser construído a partir de um projeto isolado, como esse [O Teatro Pagão], capta várias linguagens e tem vários autores”, explica.
“Eu sou um produtor e multiplicador de cultura educativa e ambiental”. O livro é todo impresso em papel reciclado, ecológicamente correto, e montado em um formato que utiliza todo o papel, sem cortes e desperdícios. Um modelo de livro desenvolvido pelo próprio autor e que faz jus à essência da obra.
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“Alguém escreveu.
O que leu.
Dos escritos
De alguém
Que havia lido
O que já havia escrito
Em algum lugar...”
Essa é só uma mostra do que tem no livro!
Interessou-se? Então já está mais que convidado.
A festa acontece no Centro de Eventos da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).
Te esperamos lá!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Livro: produção e recepção

Jussara Alves escreve
Acredito que através da leitura é possível surgir, por parte do seu receptor (leitor), pontos de vista diferentes daqueles visados pelo autor. Além, é claro, de inúmeras apropriações. Entendam que não falo necessariamente de livros, mas também jornais, revistas e qualquer outro meio de produção e difusão cultural.
Quem lê um determinado texto, produz suas próprias concepções, análogas ou não, as do autor. Este, apresenta-se, digamos assim, como um produtor cultural e o leitor também produz cultura ao ler o texto.
Cada leitor recria e se apropria do texto de acordo com suas “competências textuais” e especificidades. Neste sentido, temos então dois momentos: o momento da produção de um objeto cultural (o texto); e o da recepção, também como uma forma de produção.
Ao escrever um livro, o autor incorpora o papel de produtor cultural, e ao ler este livro, o leitor comum também está produzindo cultura, pois a leitura é prática criadora.
O historiador da cultura trabalha com os conceitos de práticas e representações. Estes dois conceitos complementares, podem ser explicados por meio de um exemplo: a produção de um livro. Para tal produção são movimentadas práticas culturais e também representações.
Ente as práticas realizadas para a construção de um livro está a de ordem autoral (modos de escrever, de pensar ou expor o que será escrito), os editoriais (reunir o que foi escrito) e os artesanais (sua materialidade). Depois de produzido, o livro difunde novas representações e contribui para a produção de novas práticas.
A leitura e difusão do conteúdo de um livro pode gerar inúmeras representações novas sobre os temas que o atravessam. Em alguns casos, podem passar a fazer parte das representações coletivas (modos de penar e sentir coletivos).
quarta-feira, 26 de março de 2008
Lado [R]: conhecimento não se vende

por Pricyla Koehler
Em nossa odisséia para aumentar a demanda social pela leitura, buscamos pessoas com essa mesma idéia na cabeça e as mãos unidas para produzir e divulgar material de qualidade. Como é o caso do zine potiguar Lado [R].
Fanzines são geralmente conhecidos por pecar em qualidade técnica devido à necessidade de se fazer uma publicação sem ter dinheiro para bancar. O Lado [R] se afasta um pouco dessa linha. E pra quem não conhece, o Fanzine Lado [R] é uma publicação que há três anos é produzida em Natal de forma independente por um grupo de amigos interessados em rock’n roll, contra-informação e irreverência.
O formato independente e irreverente que mescla informação com criatividade e bom-humor têm cativado um público cada vez maior de leitores. E certamente vai cativar o público de Cuiabá também! Conversando com um dos idealizadores do Lado [R], Leandro Menezes, conhecemos um pouco mais do trabalho e da essência da publicação.
E pensar que a idéia de uma publicação assim surgiu “de repente”! O zine nasceu de conversas e afinidades entre os amigos Dimetrius Ferreira, Rafael F e do próprio Leandro. A iniciativa de publicar o zine é tão estimulante que logo a equipe cresceu, com a entrada da Renata Marques e, mais recentemente, o Lado [R] também tem o dedo de Filipe Mamede.
Leandro diz que falar sobre objetivo é um pouco complicado... Mas a idéia geral é muito simples. “Nossa intenção é escrever, gerar conflito, desagradar algumas pessoas, fazer com que outras mijem de rir, que outras sintam raiva ou alegria ou tristeza, enfim, incitar sentimentos confusos nas pessoas...” No mínimo, paradoxal.
E assim como toda produção independente, o Lado [R] também esbarra em muitas dificuldades, como os custos para a produção do zine e a distribuição dos exemplares para praças de todo Brasil.
"Nós acreditamos que conhecimento não se vende, se compartilha. Por isso fazemos questão de distribuí-lo gratuitamente. Até quando pudermos segurar a peteca, vai ser assim...”
E continua...
“A distribuição ainda é muito tímida, apesar do zine já ter chegado em diversos estados do país. A idéia é estar sempre pensando em uma forma de agilizar isso, mas temos um grande problema que é a falta de grana...”
A primeira publicação do zine não ultrapassou a marca dos 100 exemplares. E todos xerocados. Mas a idéia deu tão certo que desde a edição #5 o Lado [R] coloca 2 mil exemplares na praça! Todos distribuídos gratuitamente! Antes disso, a tiragem não passava das 500 cópias.
A pergunta que não quer calar: por que “Lado [R]”?
“Quem bolou esse nome foi o Rafael F., inclusive, ele é “o cara” dos nomes, títulos e trocadalhos que vocês lêem no zine... A idéia do nome Lado [R] é bem simples, não somos do Lado A, nem Lado B, ficamos lá no final da 'fila', no R, que pode ser de Ruim, Rock, Reavy Metal, Rumba, Reggae, Roots, Rastafari ou Romã.”
Então, está explicado!
* * *
A próxima edição do Fanzine Lado [R] – #8 – deve ser lançada agora em abril e a Cativa já garantiu exemplares para distribuir para a galera de Cuiabá! Agora é só esperar!
E não pára por aí, mais quatro edições já estão planejadas até o final do ano.
E quem quiser conferir mais informações sobre o Lado [R], aí vão os endereços:
>> email
lado.r.zine@gmail.com
>> blog
http://www.ladorsemcolchetes.blogspot.com
>> orkut
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=17795419788406643450
>> comunidade no orkut
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8440110
>> fotolog
http://www.fotolog.com/ladoerre
quinta-feira, 13 de março de 2008
Jornais: uma história da leitura...

por Jussara Alves*
Aos poucos, a história da leitura torna-se assunto de livros, pesquisas, ensaios, seminários e congressos no Brasil com a participação de Roger Chartier e Jean Hérbrard, dois expoentes dessa área de pesquisa. Entretanto, a história da Leitura ainda é um tema novo que necessita ser estudado no Brasil.
O primeiro e maior meio de acesso à leitura em Cuiabá foi o jornal. Themis Matogrossense foi o primeiro jornal e data do ano de 1839. Só em 1912, foi criada a Biblioteca Pública de Mato Grosso, cujos 1000 volumes iniciais foram doados pela população. Nos periódicos que pesquisei, percebi que poucas livrarias e papelarias vendiam livros anunciados. E que o verdadeiro público alvo dos jornais cuiabanos deste período era a elite letrada.
Hoje essa realidade mudou. Com inclinações político-partidárias, os jornais pretendem atingir o maior número de leitores possível, lançando mão da diversidade nos assuntos. 
Para Roger Chartier, a leitura, além de ser uma prática cultural, é uma forma de apropriação, uma vez que, “cada leitor, a partir de suas próprias referências, individuais ou sociais, históricas ou existenciais, dá um sentido mais ou menos singular, mais ou menos partilhado, aos textos de que se apropria”.
Fico então na torcida para que seja possível embarcar numa viagem por meio da leitura, senão todos, um maior número atingível de pessoas.
* Jussara Alves da Silva é graduada em História pela UFMT/Cuiabá. Como bolsista PIBIC (Programa de Iniciação Cientifica), pesquisou as práticas de leitura e o aparelhamento da sociedade para o mundo do livro, através da imprensa, entre 1910 e 1940.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Amálgama literário

Está por nascer uma nova possibilidade para aqueles que gostam de escrever e/ou são amantes da literatura de uma forma geral. A COCCAR (Cooperativa de Comunicação, Cultura e Arte) é o grande últero para que as idéias germinativas tomem forma através do trabalho coletivo, transformando-se num grande amálgama.

A Cativa faz o convite sob a enfática experiência do escritor e quadrinista Wander Antunes, para que construamos, a partir de nossa força política enquanto produtores de conhecimento e projetos sócio-culturais, uma unicidade capaz de mostrar ao poder público, ou seja, Estado e sociedade civil, a importância e urgência das demandas sociais da leitura e da escritura do campo das idéias, da arte, da ciência; do ampliando as possibilidades do conhecimento humano.
Max Rodrigues (membro fundador da Cativa e mestrando em História-UFMT)